Publicado em: 28 de fevereiro de 2025 14h02min / Atualizado em: 28 de fevereiro de 2025 14h02min
Vinte e seis estudantes de 18 a 26 anos vindos da África, América Central e América do Sul estão na UFFS – Campus Chapecó para estudar português como língua estrangeira. Eles participam do Programa de Estudante-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE), uma iniciativa do governo brasileiro cujo intuito é a formação e a qualificação de estudantes estrangeiros por meio de oferta de vagas gratuitas em instituições de ensino superior brasileiras.
Conforme a professora Cláudia Rost Snichelotto, que coordena a ação, o objetivo principal é a preparação dos estudantes para obterem o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) e, posteriormente, ingressar em cursos de graduação no Brasil por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G).
Para iniciar as atividades, houve uma recepção na sexta-feira (21). “Pedimos que os estudantes chegassem antes do início do semestre letivo para que pudéssemos realizar diversas atividades de acolhimento. A primeira aconteceu na UFFS, onde eles conheceram o Restaurante Universitário (RU), almoçaram e foram apresentados à equipe de professores e à equipe da Agiitec, responsável pelo acompanhamento ao longo do ano. Enquanto a Agiitec cuida da parte documental dos estudantes, nós, do CELUFFS, somos responsáveis pelo suporte pedagógico. Entregamos um material com informações gerais – como horários de ônibus e telefones úteis – a eles e fizemos uma conversa com tradução em quatro idiomas”, comenta a professora.
A vinda dos estudantes estrangeiros pelo PEC-PLE segue um processo estruturado que envolve seleção, matrícula e permanência no Brasil. As inscrições ocorrem por meio das embaixadas e consulados brasileiros nos países de origem dos candidatos. Os candidatos são avaliados conforme os critérios estabelecidos pelo programa, que podem incluir formação acadêmica e objetivos de estudo.
Após serem selecionados, os estudantes vêm ao Brasil com visto temporário específico para estudos. De acordo com a professora, normalmente são as próprias famílias que financiam passagens, moradia e alimentação dos estudantes – o Gabão financia passagens e bolsas de estudo a seus estudantes para permanecerem no Brasil. Durante o período de estudos, os alunos devem cumprir as regras do PEC-PLE e comprovar que têm recursos financeiros para se manterem no país.
Na UFFS – Campus Chapecó o curso preparatório de português para o Exame Celpe-Bras ocorre de segunda a sexta-feira, com cinco aulas semanais distribuídas entre manhã e tarde, abordando conhecimentos linguísticos básicos, cultura brasileira, produção textual, compreensão oral e acolhimento na universidade. Além das aulas na UFFS, o grupo da professora e os bolsistas da área de português do Prolin desenvolverão atividades de orientação dos estudantes na cidade de Chapecó.
“Para mim, (o programa) é uma grande alegria, pois essa experiência representa um enriquecimento linguístico não apenas para os estudantes, mas também para toda a comunidade da UFFS e para a cidade de Chapecó. O aprendizado proporcionado pela convivência com diferentes línguas, culturas e realidades é inestimável”, ressalta Cláudia.
Além de importante para os estudantes, a recepção de estudantes brasileiros é importante, também, para a Instituição. “A recepção de estudantes estrangeiros na UFFS fortalece a internacionalização, promove a diversidade cultural, amplia oportunidades acadêmicas e científicas, aprimora a política linguística e impacta positivamente tanto a universidade quanto a comunidade local. Por fim, ao acolher estudantes estrangeiros e fomentar o intercâmbio cultural e acadêmico, a UFFS desempenha um papel fundamental na promoção e valorização da língua portuguesa em âmbito mundial”, finaliza a professora.
A estudante do Congo Brazzaville, Ghislia Miriame Bassou Jubrina deseja ser capaz de aprender totalmente o português e conseguir a aprovação no Celpe-Bras para seguir estudando e conseguir uma vaga em um curso de Engenharia de Petróleo, que é o objetivo da vinda da jovem ao Brasil.
Por enquanto, a maior diferença que ela tem sentido em relação ao Brasil é em relação à alimentação: enquanto no Brasil, a refeição tradicional é o feijão, a refeição tradicional de seu país é a folha de mandioca. “O que mais gostei aqui no Brasil é a forma como os brasileiros são acolhedores e, em particular, gosto muito da responsabilidade e da sociabilidade do governo brasileiro em relação aos estudantes estrangeiros”, ressalta a estudante.
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