A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) teve seis docentes contemplados no resultado final do Edital de Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com o resultado, a Instituição passa a contar com 17 bolsistas de produtividade, sendo 16 Bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) e um Bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT).
Os novos pesquisadores contemplados são:
Vania Zanella Pinto – Ciência e Tecnologia de Alimentos (renovação);
Debora Tavares de Resende e Silva – Bioquímica;
Liziara da Costa Cabrera – Ciências Ambientais;
Jaisson Teixeira Lino – Arqueologia (renovação);
Andreia Machado Cardoso – Imunologia;
Janete Stoffel – Planejamento Urbano e Regional.
As Bolsas de Produtividade do CNPq reconhecem pesquisadores com trajetória científica consolidada, considerando critérios como produção científica qualificada, impacto das pesquisas, formação de recursos humanos, liderança de grupos de pesquisa e inserção nacional e internacional.
Para a diretora de Pesquisa da UFFS, Margarete Bagatini, a aprovação dos docentes representa um importante reconhecimento da excelência científica produzida na UFFS. "Essas bolsas são concedidas a pesquisadores com trajetória consolidada, elevada produtividade e impacto científico, refletindo a qualidade e a relevância das pesquisas desenvolvidas em nossa Universidade. Contar com pesquisadores bolsistas de produtividade em nosso quadro fortalece a capacidade institucional de desenvolver pesquisas de alto nível, ampliar a captação de recursos, consolidar grupos de pesquisa, formar recursos humanos qualificados e expandir redes nacionais e internacionais de colaboração. Além disso, contribui para aumentar a visibilidade e o reconhecimento da UFFS no cenário científico, reforçando sua posição como uma universidade comprometida com a produção de conhecimento, a inovação e o desenvolvimento regional e nacional", afirma.
“Parabenizo os docentes contemplados por essa importante conquista, que é motivo de orgulho para toda a comunidade acadêmica. Reafirmamos nosso compromisso institucional em criar condições para o fortalecimento da pesquisa, valorizando a excelência científica e seu impacto na formação de pessoas e na transformação da sociedade”, celebra Margarete.
Uma das docentes contempladas, Debora Tavares de Resende e Silva, destaca que a bolsa fortalece a continuidade das pesquisas e beneficia diretamente a formação acadêmica. "Mais do que um título, ela fortalece a continuidade das pesquisas, amplia a competitividade para obtenção de recursos e consolida grupos de pesquisa.Na prática, isso se reflete diretamente na universidade. O bolsista passa a coordenar projetos de maior impacto, estabelecer novas colaborações nacionais e internacionais, captar recursos para infraestrutura e formar estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Os principais beneficiados são os alunos, que passam a participar de pesquisas mais estruturadas, publicam artigos, apresentam trabalhos em eventos científicos e têm maior inserção na pós-graduação. A instituição também ganha visibilidade, fortalece seus programas de pesquisa e amplia sua contribuição para a produção de conhecimento e inovação”, comenta.
Debora pesquisa na área da Bioquímica e atua nos cursos de saúde da UFFS - Campus Chapecó, na graduação e pós-graduação. “Minha pesquisa busca compreender como a inflamação e a sinalização purinérgica participam do desenvolvimento e da progressão de doenças, especialmente tumores do sistema nervoso central, como o glioblastoma e os meningiomas. Nosso grupo investiga como moléculas derivadas do ATP e da adenosina influenciam o comportamento das células tumorais, a resposta imunológica e o microambiente tumoral, buscando identificar novos biomarcadores e potenciais alvos terapêuticos”, explica.
“Além da pesquisa básica e translacional, desenvolvemos estudos utilizando amostras de pacientes, modelos celulares e técnicas avançadas de biologia molecular e imunohistoquímica. Atualmente, uma das principais linhas de investigação está voltada para compreender a relação entre o metabolismo tumoral, a inflamação e a sarcopenia em pacientes com glioblastoma, aproximando a pesquisa laboratorial das necessidades clínicas. O objetivo final é gerar conhecimento que contribua para o desenvolvimento de estratégias diagnósticas e terapêuticas mais eficazes, além de formar recursos humanos qualificados e fortalecer a pesquisa desenvolvida na UFFS”, complementa Debora.