O professor explica que o grupo, em razão de sua heterogeneidade e interdisciplinaridade já leu, por exemplo, “Édipo-Rei”, de Sófocles (mais de uma vez: trata-se de um “favorito”), “Hamlet”, de Shakespeare, “Maus”, a graphic novel de Art Spiegelman, “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, “Bartleby”, de Herman Melville, “Tybyra – Uma tragédia indígena brasileira”, de Juão Nyn, a “Teogonia”, de Hesíodo”... "Inúmeros livros e, é importante dizer, não só de ficção, mas de não ficção também", detalha. Ele ainda menciona outros projetos liderados por integrantes do grupo como o "Impressiva Radical: Ler Marx", "Impressiva Radical: Machado de Assis e temas do século XIX", "Impressiva Radical: Mangás e História" e o "Impressiva Radical: Leituras Clássicas".
Segundo Severo, o desafio é o de chegar às escolas e outras ambiências do livro e da leitura na cidade e região. "Eu acredito que não haja caminho fora da leitura – sempre se trata de aprender a ler, um aprender a ler que não termina nunca. Na História ou na Medicina, na Filosofia ou na Engenharia Civil. É preciso que a "dimensão leitora”, um índice de cidadania, seja nutrida na comunidade acadêmica. A universidade é um lugar de “operadores de textos” em algum nível – mas não é necessariamente um lugar de leitores. Por isso a importância de cuidar, mesmo quando a confraria de leitores é pequena", finaliza.
A participação no projeto conta como atividade de extensão como horas de Cultura nas ACCs, com sessões abertas à toda a comunidade universitária. Atualmente o grupo lê "Bhagavad-Gîtâ: A Mensagem do Mestre", da Editora Pensamento.