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Empresa Júnior

Fronteira Tec conquista 1º lugar em programa nacional de incubação e prepara nova fase

Agora, a Empresa Júnior da UFFS – Campus Chapecó se prepara para ampliar atuação e lançar um software voltado a incubadoras de negócios

Assessoria de Comunicação do Campus Chapecó — 21 de Agosto de 2026 — Atualizado em 21/08/2026

Fronteira Tec conquista 1º lugar em programa nacional de incubação e prepara nova fase

Capacitações e muito estudo fizeram parte da jornada da Fronteira Tec até chegar à vitória no programa nacional

Uma Empresa Júnior que há poucos anos estava praticamente inativa está em fase de transformação no cenário do empreendedorismo universitário. A Fronteira Tec, Empresa Júnior do curso de Ciência da Computação da UFFS – Campus Chapecó, conquistou o primeiro lugar em um programa nacional de incubação voltado a empresas juniores. A conquista veio após seis meses de capacitações, mentorias e intenso trabalho de reestruturação.

A incubação foi com a Via Junior, incubadora de empresas juniores, e reuniu sete empresas com esse perfil de todo o Brasil. A incubação foi promovida pelo Movimento Empresa Júnior, com apoio da Federação das Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina (Fejesc). Ao final do processo, a Fronteira Tec apresentou o melhor desempenho na avaliação final, consolidando um processo que começou muito antes do pitch decisivo.

Segundo o presidente da Fronteira Tec, Gustavo Butezini, estudante da oitava fase de Ciência da Computação, a empresa precisou ser retomada. “A Fronteira Tec foi federalizada em 2022, mas acabou não tendo continuidade. Desde então, estamos trabalhando para reorganizar toda a documentação e estruturar a empresa para que ela realmente funcione da forma como uma Empresa Júnior deve funcionar”, explica.

Essa regularização, segundo ele, vai muito além da burocracia. Com a documentação atualizada, a Empresa Júnior passa a ter acesso à conta bancária, participação em eventos da Fejesc e melhores condições para oferecer serviços e desenvolver novos projetos.

Durante a incubação na Via Júnior, cada empresa deveria desenvolver planos estratégicos em seis eixos de atuação. A equipe da Fronteira Tec decidiu ir além. “Era para fazermos apenas os planos, mas optamos por desenvolver as soluções completas”, conta Gustavo.

Foram criados processos internos de gestão, um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) para os membros, documentação voltada à gestão do conhecimento, organização de eventos internos, estruturação de processos comerciais e um novo funil de vendas, além de estudos sobre mercado e definição do perfil ideal de clientes. A equipe também buscou referências em outras empresas juniores para conhecer tecnologias e metodologias utilizadas em diferentes regiões do país.

Atualmente, a Fronteira Tec oferece desenvolvimento de softwares sob demanda, incluindo aplicativos, sistemas personalizados, CRMs e páginas institucionais para startups, pequenas e médias empresas que buscam soluções tecnológicas adaptadas às suas necessidades.

Vitória construída durante seis meses

A apresentação final consistiu em um pitch de três minutos, no qual cada empresa precisava demonstrar toda sua evolução ao longo da incubação. Para Gustavo, a conquista está longe de se resumir à apresentação: ela foi consequência do trabalho realizado durante todo o processo. “Conseguimos unir todo o desenvolvimento, os produtos e a própria incubação nesses três minutos, algo que os avaliadores cobravam das outras equipes.”

A Fronteira Tec terminou a competição quase um ponto à frente das demais empresas incubadas. Além da apresentação final, pesaram na avaliação o cumprimento antecipado das atividades, a participação em todas as mentorias e capacitações e o forte engajamento dos integrantes, especialmente dos novos membros. “Os novos integrantes participaram muito das mentorias, produziram relatórios e ajudaram a construir nosso novo pipeline de vendas. Foi algo muito positivo e que não esperávamos.”

Os resultados também apareceram na avaliação de maturidade da Empresa Júnior. No início da incubação, a Fronteira Tec possuía nota 0,6 em uma escala de zero a quatro utilizada para avaliar aspectos como gestão, mercado, processos e empreendedorismo. Ao final do programa, alcançou nota 3,5. O crescimento, como relata Gustavo, representa uma mudança significativa na estrutura organizacional da empresa, que atualmente reúne 12 integrantes.

Ele explica que, embora boa parte da organização tenha sido conduzida pela diretoria, formada por três estudantes, os demais membros já começam a utilizar as ferramentas e processos desenvolvidos durante a incubação. Entre eles está o Plano de Desenvolvimento Individual, utilizado para identificar necessidades de capacitação e fortalecer competências como comunicação, autoconfiança e liderança.

Próximos passos

Depois da vitória, a Fronteira Tec já inicia outro desafio. A empresa trabalha na fusão com a Sem Fronteiras, Empresa Júnior do curso de Administração da UFFS, formando uma única organização.

A proposta busca unir as principais competências das duas equipes. É o famoso “ganha-ganha”, segundo Gustavo: enquanto estudantes da Computação concentram-se no desenvolvimento técnico dos produtos, os alunos da Administração possuem maior afinidade com áreas como gestão, relacionamento com clientes e prospecção de mercado.

A expectativa é concluir todo o processo nos próximos meses para que, já em 2027, a UFFS conte com uma única Empresa Júnior mais fortalecida.

Gustavo relata que outro resultado concreto do programa é o desenvolvimento de um software de gestão para incubadoras de negócios. O sistema está sendo construído pela própria Fronteira Tec e inicialmente será utilizado pela Incubadora de Negócios da UFFS. A intenção é disponibilizar posteriormente a solução para outras incubadoras, incluindo a da própria Fejesc.

Segundo Gustavo, além de gerar uma nova fonte de receita para a Empresa Júnior, o projeto permitirá que os estudantes acompanhem todo o ciclo de vida de um software utilizado diariamente por clientes reais.

Para Gustavo, a experiência mostra que a vivência em uma Empresa Júnior complementa a formação universitária ao proporcionar desafios que dificilmente aparecem apenas nas disciplinas do curso. “A pessoa que fica focada apenas no curso chega ao final com um certificado e uma linha no currículo. Participar de uma Empresa Júnior, da incubadora ou de projetos de empreendedorismo traz experiências que a graduação sozinha não oferece”, reforça.

Ele destaca que, além do desenvolvimento técnico, os estudantes aprendem a liderar equipes, negociar com clientes, compreender demandas do mercado e transformar problemas em soluções reais. “Nosso setor gosta de ficar desenvolvendo software, mas a realidade é conversar com o cliente, entender sua necessidade e só então construir a solução. Essa vivência faz toda a diferença para quem está entrando no mercado de trabalho”, conclui.

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