Na última segunda-feira (23), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu um evento em comemoração aos 75 anos da instituição.
Entre os convidados, esteve a pesquisadora Gisele Louro Peres, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Laranjeiras do Sul, que especificamente, ao longo da programação, sua trajetória como docente, cientista e pesquisadora. Em sua fala, destacou a emoção de participar da celebração: "Nem nos meus sonhos mais ousados imaginei estar aqui, comemorando os 75 anos do CNPq. Que honra. Que privilégio".
Durante a cerimônia, Gisele apresentou sua pesquisa voltada para o desenvolvimento de biossensores capazes de reconhecer marcadores tumorais específicos, contribuindo para a detecção rápida e não invasiva do câncer. O corpo docente ressaltou a relevância do estudo diante das dificuldades do diagnóstico precoce da doença, especialmente para pessoas com acesso limitado a exames caros e invasivos.
Os biossensores desenvolvidos podem ser aplicados no diagnóstico precoce do câncer. A tecnologia utiliza emissão de luz na faixa do infravermelho próximo (NIR) e emprega o azul egípcio como agente de imagem para a identificação da doença. Em comparação com métodos convencionais, a técnica se destaca por ser altamente sensível, não invasiva, não destrutiva, mais acessível e mais ágil do que biópsias e exames de imagem tradicionais. Além disso, permite a obtenção de imagens de alta resolução, com maior penetração em tecidos biológicos e menor fototoxicidade.
Parte da pesquisa foi desenvolvida durante o pós-doutorado da professora na Universidade de Aveiro (UA), em Portugal, viabilizado por sua seleção no Edital Atlânticas – Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência (Chamada nº 36/2023). A iniciativa é promovida pelo Ministério da Igualdade Racial em parceria com o CNPq.
O Programa Atlânticas é uma iniciativa do governo federal voltada exclusivamente a mulheres cientistas negras, indígenas, ciganas e quilombolas, tendo contemplado 89 pesquisadoras com bolsas de pós-doutorado no exterior, por meio da Chamada nº 36/2023.
Mais informações sobre a pesquisa
A matéria completa sobre a pesquisa e o desenvolvimento dos biossensores está disponível no site da UFFS, acesse aqui.