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Internacionalização em diálogo: mestrados do Campus Laranjeiras do Sul ganham projeção global no projeto Kitchen Talks

Docentes, estudantes e egressa da UFFS compartilham histórias de vida e pesquisa em projeto teatral internacional

Assessoria de Comunicação do Campus Laranjeiras do Sul — 13 de Março de 2026 — Atualizado em 13/03/2026

Internacionalização em diálogo: mestrados do Campus Laranjeiras do Sul ganham projeção global no projeto Kitchen Talks

Professoras, mestrandas e uma egressa dos Programas de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável (PPGADR) e em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTAL) da UFFS – Campus Laranjeiras do Sul participaram de entrevistas para o Kitchen Talks, projeto teatral que transforma relatos de mulheres de diferentes países em uma obra cênica que combina culinária, vídeo e reflexão social. 

As entrevistas foram realizadas pelos produtores teatrais e pesquisadores austríacos Nora e Michael Scheidl, de Viena, na Áustria. Os artistas conversam com mulheres sobre suas rotinas, desafios, condições de vida, sonhos e mudanças climáticas. Esses materiais são incorporados ao espetáculo, no qual atores cozinham ao vivo enquanto interagem com trechos das entrevistas projetadas no palco. 

A participação das entrevistadas da UFFS foi organizada com o apoio do professor Henrique Bittencourt, do PPGADR, responsável por estabelecer a ponte entre os pesquisadores e a universidade. 

A participação no Kitchen Talks, em diálogo com pesquisadores e artistas da Áustria, reforça o compromisso da UFFS com a internacionalização do ensino e da pesquisa. Ao conectar experiências locais do Sul do Brasil a debates globais sobre alimentação, agroecologia, gênero, mudanças climáticas e sustentabilidade, os programas de pós-graduação ampliam fronteiras acadêmicas, fortalecem redes internacionais de cooperação e projetam a produção científica da universidade para além do país.

Entrevistas
A egressa do PPGCTAL e professora substituta na UFFS, Sandra Amorin, destacou a importância da presença da universidade na região para os filhos de agricultores e para sua própria formação acadêmica. Ela relatou como transferiu o conhecimento adquirido para a cooperativa onde atuou e para a agroindústria da família. Sandra também detalhou sua pesquisa de mestrado sobre bandejas biodegradáveis, as dificuldades enfrentadas como mulher na área e seus sonhos relacionados à importância da educação.

Já a professora Eduarda Bainy abordou o funcionamento do controle sanitário de alimentos no Brasil e os projetos que desenvolve. Ela também compartilhou os desafios relacionados ao baixo número de estudantes em cursos de engenharia no país, sua experiência profissional como mulher no setor e a dificuldade de estabelecer parcerias entre universidade e empresas. 

A docente Vânia Zanella Pinto falou sobre sua trajetória desde que saiu da casa dos pais, no interior do Rio Grande do Sul, além de comentar suas pesquisas e os desafios da pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Ela destacou projetos que desenvolve na UFFS, como estudos com proteínas de grilos e pesquisas voltadas ao desenvolvimento de alimentos e embalagens. Em sua participação, também discutiu os desafios da internacionalização, apresentou impressões e comparações entre o Brasil e outros países, abordou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na indústria de alimentos e falou sobre a importância da automotivação para não desistir e encontrar felicidade nas atividades diárias.

Docente Vânia Zanella Pinto durante entrevista para o projeto Kitchen Talks.

Cristiane Katzer e Ângela Paixão, agricultoras, camponesas e mestrandas do PPGADR, compartilharam suas trajetórias de vida, marcadas pela luta, organização coletiva e resistência diante das desigualdades impostas às mulheres no campo por uma sociedade que ainda oprime e invisibiliza seu trabalho. Seus relatos evidenciam o protagonismo feminino na agroecologia, na defesa do território e na produção de alimentos saudáveis, além do enfrentamento às diversas formas de violência, inclusive na luta contra o feminicídio.

As mestrandas destacaram que a organização das mulheres é essencial para romper estruturas de opressão, fortalecer redes de apoio e afirmar direitos na busca por transformação social e igualdade. Para elas, cursar um mestrado em Agroecologia em uma universidade federal representa a continuidade dessa luta também no espaço acadêmico, unindo saberes do campo e conhecimento científico na construção de um desenvolvimento rural mais justo, sustentável e livre de violência. 

A professora Liria Ângela Andrioli compartilhou parte de suas pesquisas desenvolvidas com mulheres no campo, evidenciando o papel fundamental que elas desempenham na construção e no fortalecimento da agroecologia. Em seus estudos, destacou as experiências femininas como centrais na organização produtiva, na preservação de sementes, no diálogo de saberes e na consolidação de práticas sustentáveis. 

Ao abordar a agroecologia como um modo de vida, a docente ressaltou que ela vai além de uma técnica de cultivo: representa uma escolha ética e política baseada no cuidado com a terra, com a biodiversidade e com as pessoas. Esse cuidado se expressa na produção de alimentos saudáveis, no respeito aos ciclos da natureza e na valorização das relações comunitárias, reafirmando a agroecologia como caminho para a sustentabilidade, a dignidade no campo e a promoção da vida em todas as suas dimensões.

Outras mulheres entrevistadas em Laranjeiras do Sul
Dando continuidade à série de entrevistas, os pesquisadores austríacos também conversaram com a professora Elisandra Gessi, que abordou o tema das mudanças climáticas no contexto de Rio Bonito do Iguaçu. Outra participação foi a da empreendedora Maria Aparecida Carvalho Vaz, que apresentou o projeto “Leitura e Esperança”, iniciativa que promove o apoio e o fortalecimento de mulheres por meio da literatura, ajudando-as a ressignificar experiências dolorosas. 

Sobre o projeto Kitchen Talks
O Kitchen Talks é um projeto teatral criado por Nora e Michael Scheidl que transforma entrevistas com mulheres de diferentes países — Senegal, Índia, Brasil e Costa Rica — em uma obra cênica que combina culinária, vídeo e reflexão social. Durante suas viagens, os artistas conversam com mulheres sobre suas rotinas, desafios, condições de vida, sonhos e mudanças climáticas. Esses materiais são incorporados ao espetáculo, no qual atores cozinham ao vivo enquanto interagem com trechos das entrevistas projetadas no palco. 

A proposta busca revelar, por meio da vida cotidiana, como desigualdade, cultura, religião, economia e mudanças climáticas moldam a experiência feminina em diferentes partes do mundo. O projeto tem parceria com a Universidade Johannes Kepler, em Linz, e foi inspirado no relatório Earth for All, do Clube de Roma, que discute futuros possíveis para o planeta a partir de temas como nutrição, energia, pobreza e empoderamento feminino.

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